segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Não ao Estatuto do Nascituro!
Mais
uma vez a bancada fundamentalista, intitulada “Pró vida”, tenta passar por cima
da Constituição, ignorando a laicidade do Estado. No dia 05 de junho foi aprovado
na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal o Projeto de Lei nº
478/2007 (PL 478), que está sendo chamado por nós, feministas, de “Bolsa
Estupro”. Os parlamentares petistas votaram contra. Este PL coloca o feto
como ser de direito, retroagindo assim, direitos já garantidos pelo
art. 128do Código Penal que são nos casos de estupro, risco de morte a mulher e
o recém conquistado e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, que são nos
casos de gestação de anecéfalo.
Segundo
o PL,a mulher que for vítima de estupro e engravidar não poderá abortar e se
não tiver condições, receberá uma ajuda financeira do Estado (por isso Bolsa
Estupro) até a/o filha(o) completar dezoito anos.Caso o autor do estupro for
encontrado, terá que registrar a criança e pagar pensão.Ou seja, o Estado quer
obrigar a mulher a levar adiante uma gravidez traumática e ainda fazer com o
que ela conviva com o indivíduo que a violentou.
Esta
proposta coloca o aborto na lista de crimes hediondos, lado a lado com o estupro
que também é considerado um crime hediondo. É um absurdo! A sociedade
patriarcal e heteronormativa vem interferir mais vez na autonomia da mulher
sobre o seu corpo,impedindo-a de tomar suas próprias decisões e ainda a criminaliza por decidir não levar adiante o fruto de uma violência, que por si
só é bastante traumático.
Lembrando
que o aborto tornou-se algo totalmente ligado a desigualdade social entre as mulheres.
Porque uma mulher de classe média alta quando decide abortar, procura uma
clinica que mesmo clandestina tem todos os equipamentos seguros para tal procedimento.
Já uma mulher de classe social baixa realiza esse procedimento em condições
precárias,colocando sua vida em risco.Mas também há outro fator muito
interessante a ser debatido sobre a questão do aborto, pois segundo o site do
Jornal Tabaréo o aborto é bastante comum em mulheres estabilizadas, como aponta
pesquisa do SUS:
Um mapeamento dessas pesquisas nos últimos 20 anos, realizado pelo
Ministério da Saúde, revela que as mulheres que recorrem à prática têm, em sua
maioria, entre 20 e 29 anos e se encontram em união estável. Grande parte delas
têm até oito anos de estudo e são trabalhadoras, católicas, com pelo menos um
filho e usuárias de métodos contraceptivos. Contudo, essas pesquisas não
abrangem a diversidade de mulheres que optam por interromper a gravidez, uma
vez que se baseiam em prontuários e relatórios médicos coletados em hospitais
da rede pública de saúde. A estimativa é de que as pacientes que recorrem ao
SUS correspondam a apenas 20% de todas que fazem aborto no país.
É preciso parar de esconder este
assunto.É preciso voltar à tona este debate, pois é algo bem mais comum do que
esta sociedade conservadora pensa e “esconde”.Os fundamentalistas preferem criminalizar
a mulher que foi violentada do que elaborar políticas públicas que garantem
mais segurança, e punições aos agressores.
Segundo pesquisa do portal DESACATO,
o numero de estupro tem crescido a cada ano e que o Brasil encontra-se no
sétimo lugar em casos de violência contra a mulher. “(...)
tem um estupro a cada 10 minutos. Isso significa 144 estupros diários, vezes
365 dão 52.560 estupros por ano...”
Nesta quarta-feira, 19 de junho, foi
nomeada a nova bancada feminista na Câmara Federal para votar contra o Estatuto
do Nascituro, caso venha a ser votado em Plenário e articular para que o
referido não avance neste sentido, assim como os movimentos feministas de todo
o Brasil estão articulando na sociedade e nos espaços de discussões o não
avanço do PL 478 no Congresso Nacional. A proposta que será votada na Comissão
de Constituição e Justiça - CCJ e poderá ser aprovada na referida.
Vamos todas (e todos) nos
mobilizarmos para que este PL não seja aprovado, garantindo assim, a autonomia
da mulher sobre o seu corpo e sua vida. Até quando os homens falarão e
decidirão por nós?
NÃO AO
ESTATUTO DO NASCITURO, ESTA LUTA É DE TODAS/OS NÓS!
Karla Ramalho
Karla
é professora, militante do Partidos dos Trabalhadores e da Marcha Mundial das
Mulheres.
Mais informações:
Expressão feminista
Marcha das Vadias
Marcha Mundial das Mulheres
marchamulheres.wordpress.com/
Fontes pesquisadas:
DENUNCIE!
Delegacia Especial de Atendimento à
Mulher
Endereço: EQS, 204/205, Asa Sul
Tel.: (61) 3442-4300
Endereço: EQS, 204/205, Asa Sul
Tel.: (61) 3442-4300
segunda-feira, 18 de março de 2013
Verdadeira história do 8 de março!
MATÉRIA EXCELENTE!
Mulheres, estas bruxas revolucionárias – Sobre o 8 de março!
Dia 8 de março é dia internacional da mulher. O império inventou uma história em meados do século 20 e espalhou pela face da terra: O dia 8 de março fora escolhido por eles, por que neste dia, em 1875, centenas de mulheres “coitadinhas” teriam sido queimadas vivas por um empresário malvado que provavelmente não aplicava bem as regras do capitalismo. Pois hoje através de pesquisadores, sabemos que esta história é uma fraude. O dia 8 de março de 1875 caiu num domingo, e embora as mulheres (e homens) trabalhassem 14 horas por dia, sem as mínimas condições de segurança e saúde, inclusive nos sábados, os bons capitalistas americanos eram todos cristãos e o domingo era dia sagrado de descanso. Uma fraude pra tentar esconder a capacidade revolucionária da mulher. Mais uma. Na Idade média elas eram as bruxas que aterrorizavam os homens com suas idéias revolucionárias e eram queimadas nas fogueiras. De bruxas malvadas a coitadinhas. Não mesmo. A história verdadeira é outra. E está assim, bem resumida, na Wikipédia: Na Rússia, as mulheres foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelocalendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtilcontra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Verdade seja dita: foram as mulheres que iniciaram a maior revolução do século 20. E o que elas pediam “Pão e Paz”. Queriam os
soldados russos de volta, por que eram seus filhos e maridos que morriam como bucha de canhão nos fronts de batalha. Queriam uma vida digna. Como querem até hoje as mulheres revolucionárias que na idade média eram chamadas de bruxas e queimadas nas fogueiras, e hoje tem sua história mal versada pelos capitalistas que insistem em rebaixar o papel da mulher e as próprias mulheres a um papel secundário. Recebem menores salários que os homens embora já sejam maioria como chefes de família. O capital as explora e muitas ainda são vítimas da dupla jornada e de violência doméstica. É tempo de reescrever a história. É tempo de abrir os olhos da humanidade para o que Marx disse no século 19: “A exploração do homem pelo homem só terminará quando o homem deixar de explorar a mulher”. Este parece ser o tempo das mulheres: Aqui no Brasil a Presidenta Dilma é símbolo desta evolução. Que este avanço seja o começo da revolução definitiva, que acabe com a exploração da mulher pelo homem, para que possamos acabar definitivamente com a exploração do homem pelo homem e salvar a humanidade das agruras do sistema capitalista que, vira e mexe, está em crise, e cada uma das crises são os trabalhadores e trabalhadoras que tem seus direitos atacados.
soldados russos de volta, por que eram seus filhos e maridos que morriam como bucha de canhão nos fronts de batalha. Queriam uma vida digna. Como querem até hoje as mulheres revolucionárias que na idade média eram chamadas de bruxas e queimadas nas fogueiras, e hoje tem sua história mal versada pelos capitalistas que insistem em rebaixar o papel da mulher e as próprias mulheres a um papel secundário. Recebem menores salários que os homens embora já sejam maioria como chefes de família. O capital as explora e muitas ainda são vítimas da dupla jornada e de violência doméstica. É tempo de reescrever a história. É tempo de abrir os olhos da humanidade para o que Marx disse no século 19: “A exploração do homem pelo homem só terminará quando o homem deixar de explorar a mulher”. Este parece ser o tempo das mulheres: Aqui no Brasil a Presidenta Dilma é símbolo desta evolução. Que este avanço seja o começo da revolução definitiva, que acabe com a exploração da mulher pelo homem, para que possamos acabar definitivamente com a exploração do homem pelo homem e salvar a humanidade das agruras do sistema capitalista que, vira e mexe, está em crise, e cada uma das crises são os trabalhadores e trabalhadoras que tem seus direitos atacados.
VIDA LONGA A LUTA DAS MULHERES POR DIGNIDADE PARA TODA A HUMANIDADE! QUE O DIA 8 DE MARÇO NÃO SEJA MAIS UM DIA DE DITRIBUIR ROSAS E MENSAGENS. É PRECISO QUE A REVOLUÇÃO CONTINUE, POR QUE MULHERES E HOMENS AINDA SÃO VÍTIMAS DA EXPLORAÇÃO NO MUNDO TODO. E ENQUANTO HOUVER UMA MULHER EXPLORADA POR UM HOMEM OU UM HOMEM SENDO EXPLORADO POR UM HOMEM, NÃO TEREMOS A PAZ NECESSÁRIA PARA QUE O PÃO CHEGUE A TODAS E TODOS.
Luiz Müller
quarta-feira, 13 de março de 2013
UNIÃO EM PROL DA FACULDADE DULCINA DE MORAES!
No
dia 11 de março aconteceu na Faculdade Dulcina de Moraes, um ato organizado
pelos alunos, ex-alunos e professores, com o objetivo de salvar a faculdade que
por conta de dívidas acumuladas durante anos, está prestes a fechar as portas.
Há um ano e meio não tem vestibular e atualmente conta com apenas 200 alunos,
além do prédio está bastante sucateado e haver pouco funcionários.
No
ato também esteve presente o Deputado Cláudio Abrantes(PT), a Deputada Érika
Kokay(PT) e a Assessora do Senador Rodrigo Rolemberg(PSB), dando total apoio ao
movimento e se propondo a contribuir com a causa.A melhor solução seria o GDF
assumir a dívida e distritalizar a
faculdade, tornando-a pública.
É
preciso lutar para que esse importante espaço não feche as portas, pois grande parte dos professores de artes da rede
pública do Distrito Federal são formados na Faculdade Dulcina, além do mais, é
fundamental manter viva a memória da grande atriz Dulcina de Moraes que
foi tão importante para a história do teatro do Brasil e de Brasília. Dulcina
fundou o teatro em 1980 e logo em seguida, em 1981 fundou a faculdade e que
hoje faz parte da história das artes plásticas e cênicas da Capital.
terça-feira, 12 de março de 2013
RADICAIS LIVRES!10 anos de luta e resistência!
Os Radicais Livres S/A apresentam: Sarau Radical – Edição especial, 10 anos de Resistência Cultural.
Não são 10 horas, 10 dias ou 10 meses... São 10 anos de muita luta e poesia nas ruas do DF e na periferia. Levando arte aos “sem voz”, abrindo microfones aos “sem luz”! Com orgulho desta trajetória de vitórias, luta e tendo sempre a “arte como caminho”.
A Associação Sociocultural Radicais Livres tem a honra de apresentar a tod@s, mais uma grande celebração do grupo, que a cada dia vem buscando ser referência para os periféricos, na construção de um mundo melhor possível, um mundo mais justo construído pela arte, educação e cidadania.
Para essa celebração, estamos promovendo no próximo dia 24 de março de 2013, no Aquário Bar, em São Sebastião, a partir das 14 horas, a realização de mais um SARAU RADICAL, um sarau em meio a mais de 300 realizados, durantes esses 10 anos. Envolvendo mais uma vez inúmeros artistas de diferentes segmentos para um dia especial. Com shows musicais e poéticos, como: Cineclube Radical, circo, mostra coletiva Radical Livre, intervenções de poesia multimídia, a inusitada Feira do Troca e muita festa.
O evento é gratuito e como sempre, mantendo o espírito de levar arte e diversidade a quem não conhece, fomentando o respeito a diferença, misturando profissionais e amadores no mesmo palco, valorizando a produção de arte periférica.
Traga sua arte para cá também, venha celebrar com a gente a revolução permitida aos que vivem entre a incoerência e a loucura e não abandonam as utopias pelo primeiro cargo comissionado que lhe aparece. Viva a alegria de construir uma nova história das favelas do Brasil, no coração do Brasil.
Esperamos você, por diversão, luta, engenho e arte.
Os Radicais Livres S/A!
Texto de:Vinícius Borba
domingo, 10 de março de 2013
Desabafo de domingo!
Domingo é o dia da depressão
Ocasionada pela ressaca
Pelas besteiras feitas no dia anterior
Do sexo sem amor
Do excesso sem pudor.
Domingo é o dia da infelicidade
É a preparação pra normalidade
Da semana rotineira e obrigatório.
Domingo é um dia sem hora
De B.B King na vitrola
Dia de conta-gotas
De um remédio pra dor de cabeça.
Da escassez de erva
Das besteiras que não consertam
Do sono que nunca cessa.
Domingo é dia de voltar a ler aquele livro
Encostado na cabeceira
De passar o dia de meia.
Enfim, domingo é um dia triste
Pra lembrar que a infelicidade existe
E que vem te visitar logo no primeiro dia
Só pra gente não se iludir tanto
Com esta vidinha medíocre.
Karla Ramalho
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Somos!
Somos chamadas de chatas por conta do nosso
feminismo. De putas, porque querermos a nossa liberdade. A verdade é que
carregamos o fardo da sociedade e muitos acham exagero, mas, realmente, é difícil ser mulher. Queimamos nosso
sutiã um dia... Mas será preciso queimar a lingerie inteira? A sociedade
moderna é atrasada nos seus princípios.
Somos emocionais sim, pois acreditamos que o amor é a
força pra mudar o mundo. Acreditamos nos nossos filhos. Por isso, em sua
maioria somos nós que cuidamos da sua educação, preocupadas com o dever de
casa, com o desempenho e comportamento escolar.
Somos aquela mulher sertaneja, que diariamente tenta
buscar alimento para seus filhos. Somos aquela mulher chefe da empresa, que tem
que trabalhar dobrado pra provar realmente que é competente. Somos aquela
mulher que já está tão presente no mercado de trabalho, mas que ainda tem uma
jornada dupla, pois precisa cuidar dos seus filhos e da casa. Somos aquela
mulher preocupada com seu companheiro, que nunca o abandona no momento de
dificuldade. Somos aquela mulher professora, que ainda sonha e acredita na
educação e em um mundo melhor.
Somos aquela mulher debaixo da burca, que tem nos
seus olhos a janela para o mundo, por isso ver sempre adiante. Somos aquela
mulher "Mãe" de terreiro, que com fé traz conforto para tantos
aflitos. Somos aquela mulher que ainda sofre assédio moral e sexual em diversos
espaços. Somos aquela mulher militante, que junto com outras estão na luta pela
nossa emancipação.
Somos aquela mulher sem terra, que na luta do seu
movimento enfrenta essa sociedade capitalista e excludente. Somos aquela mulher
que cria forças pra denunciar o marido, depois de anos de agressão.
Nossas angústias e desejos são os mesmos. Somos donas
do nosso destino, dos nossos sonhos e apenas queremos ser nós mesmas.
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