quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Impressões sobre o Bolsa Família...

O Programa Bolsa Família é um dos programas sociais mais consolidados no governo petista, ao longo desses mais de doze anos. Muito ligado ao combate a pobreza no Brasil, o programa teve início dentro de um debate de como erradicar a fome do Brasil de uma maneira mais imediata e também ligada a uma inserção social de grupos específicos que viviam na linha da pobreza e de extrema exclusão social. Pode-se dizer que esse debate de erradicação da fome, teve início com o programa “Fome Zero” , programa que foi “carro chefe” na campanha de Lula para as eleições de 2002.  O programa “Fome Zero” não se consolidou no governo, mas trouxe a tona o debate da Fome e da extrema pobreza, desmembrando para diversos programas sociais.
O Bolsa Família, pode ter surgido desse debate de diversos meios como acabar com a  fome no Brasil e principalmente acabar com a causa da fome, já que o programa quebrou um ciclo de “predestinação” , que ocorria principalmente no interior do país. Ciclo esse que se quebra a partir do momento que para se está inserido dentro do programa, as famílias deve colocar as crianças na escola, ou seja,  não precisam trabalhar para complementar a renda de casa, pois o governo através do BF complementa a renda.
A questão de gênero levantada no programa é que o dinheiro é dado na mão da mãe, em muitos casos, as mulheres são “chefes de família”  nos lugares mais pobres e as únicas responsáveis pela educação dos filhos. O que deve levar em conta que a partir do momento que este benefício é entregue na mão da mulher, gera uma certa autonomia, dentro de lares que culturalmente quem domina é o homem. Mas o fator principal é que culturalmente, as mulheres são as responsáveis pela educação dos filhos e dos cuidados do lar e com isso, sabem mais onde melhor será utilizado o dinheiro do benefício.
Por outro lado, esse fator também ajuda a manter o status da mulher como a única responsável pelo lar e pelos filhos, já que essa tarefa deve ser dividida com o homem.
O BF também tem um papel de controle social, além de ser sim, um programa assistencialista. Esse controle das famílias beneficiadas é feito através de um Cadastro único que também é feito com o auxilio dos municípios e vai para além do acompanhamento do recebimento do dinheiro. Há o acompanhamento da freqüência escolar das crianças, além do cadastro para o acompanhamento das crianças nos atendimento pelo SUS.
Vale ressaltar que por ser tratar de uma ajuda que não é tão grande, não impede que muitas mulheres, busquem outra fonte de renda fora do lar. Pesquisas comprovam que é isso que vem acontecendo ultimamente, principalmente pelo programa ter seu início como um meio de combate a fome de uma maneira quase que imediata e pode-se dizer que deu certo, pois atualmente o Brasil saiu da linha da pobreza.


 Karlinha Ramalho