segunda-feira, 18 de março de 2013

Verdadeira história do 8 de março!


MATÉRIA EXCELENTE!
Mulheres, estas bruxas revolucionárias – Sobre o 8 de março! 

Desenho do Latuff

Dia 8 de março é dia internacional da mulher. O império inventou uma história em meados do século 20 e espalhou pela face da terra: O dia 8 de março fora escolhido por eles, por que neste dia, em 1875, centenas de mulheres “coitadinhas” teriam sido queimadas vivas por um empresário malvado que provavelmente não aplicava bem as regras do capitalismo. Pois hoje através de pesquisadores, sabemos que esta história é uma fraude. O dia 8 de março de 1875 caiu num domingo, e embora as mulheres (e homens) trabalhassem 14 horas por dia, sem as mínimas condições de segurança e saúde, inclusive nos sábados, os bons capitalistas americanos eram todos cristãos e o domingo era dia sagrado de descanso. Uma fraude pra tentar esconder a capacidade revolucionária da mulher. Mais uma. Na Idade média elas eram as bruxas que aterrorizavam os homens com suas idéias revolucionárias e eram queimadas nas fogueiras. De bruxas malvadas a coitadinhas. Não mesmo. A história verdadeira é outra. E está assim, bem resumida, na Wikipédia: Na Rússia, as mulheres foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelocalendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtilcontra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.
Verdade seja dita: foram as mulheres que iniciaram a maior revolução do século 20. E o que elas pediam “Pão e Paz”. Queriam os soldados russos de volta, por que eram seus filhos e maridos que morriam como bucha de canhão nos fronts de batalha. Queriam uma vida digna. Como querem até hoje as mulheres revolucionárias que na idade média eram chamadas de bruxas e queimadas nas fogueiras, e hoje tem sua história mal versada pelos capitalistas que insistem em rebaixar o papel da mulher e as próprias mulheres a um papel secundário. Recebem menores salários que os homens embora já sejam maioria como chefes de família. O capital as explora e muitas ainda são vítimas da dupla jornada e de violência doméstica. É tempo de reescrever a história. É tempo de abrir os olhos da humanidade para o que Marx disse no século 19: “A exploração do homem pelo homem só terminará quando o homem deixar de explorar a mulher”. Este parece ser o tempo das mulheres: Aqui no Brasil a Presidenta Dilma é símbolo desta evolução. Que este avanço seja o começo da revolução definitiva, que acabe com a exploração da mulher pelo homem, para que possamos acabar definitivamente com a exploração do homem pelo homem e salvar a humanidade das agruras do sistema capitalista que, vira e mexe, está em crise, e cada uma das crises são os trabalhadores e trabalhadoras que tem seus direitos atacados.
VIDA LONGA A LUTA DAS MULHERES POR DIGNIDADE PARA TODA A HUMANIDADE! QUE O DIA 8 DE MARÇO NÃO SEJA MAIS UM DIA DE DITRIBUIR ROSAS E MENSAGENS. É PRECISO QUE A REVOLUÇÃO CONTINUE, POR QUE MULHERES E HOMENS AINDA SÃO VÍTIMAS DA EXPLORAÇÃO NO MUNDO TODO. E ENQUANTO HOUVER UMA MULHER EXPLORADA POR UM HOMEM OU UM HOMEM SENDO EXPLORADO POR UM HOMEM, NÃO TEREMOS A PAZ NECESSÁRIA PARA QUE O PÃO CHEGUE A TODAS E TODOS.

Luiz Müller

quarta-feira, 13 de março de 2013

UNIÃO EM PROL DA FACULDADE DULCINA DE MORAES!



No dia 11 de março aconteceu na Faculdade Dulcina de Moraes, um ato organizado pelos alunos, ex-alunos e professores, com o objetivo de salvar a faculdade que por conta de dívidas acumuladas durante anos, está prestes a fechar as portas. Há um ano e meio não tem vestibular e atualmente conta com apenas 200 alunos, além do prédio está bastante sucateado e haver pouco funcionários.
No ato também esteve presente o Deputado Cláudio Abrantes(PT), a Deputada Érika Kokay(PT) e a Assessora do Senador Rodrigo Rolemberg(PSB), dando total apoio ao movimento e se propondo a contribuir com a causa.A melhor solução seria o GDF assumir a dívida e distritalizar  a faculdade, tornando-a pública.
É preciso lutar para que esse importante espaço não feche as portas, pois  grande parte dos professores de artes da rede pública do Distrito Federal são formados na Faculdade Dulcina, além do mais,  é  fundamental manter viva a memória da grande atriz Dulcina de Moraes que foi tão importante para a história do teatro do Brasil e de Brasília. Dulcina fundou o teatro em 1980 e logo em seguida, em 1981 fundou a faculdade e que hoje faz parte da história das artes plásticas e cênicas da Capital.

terça-feira, 12 de março de 2013

RADICAIS LIVRES!10 anos de luta e resistência!



Os Radicais Livres S/A apresentam: Sarau Radical – Edição especial, 10 anos de Resistência Cultural.
Não são 10 horas, 10 dias ou 10 meses... São 10 anos de muita luta e poesia nas ruas do DF e na periferia. Levando arte aos “sem voz”, abrindo microfones aos “sem luz”! Com orgulho desta trajetória de vitórias, luta e tendo sempre a “arte como caminho”.
A Associação Sociocultural Radicais Livres tem a honra de apresentar a tod@s,  mais uma grande celebração do grupo, que a cada dia vem buscando  ser referência para os periféricos, na construção de um mundo melhor possível, um mundo mais justo construído pela arte, educação e cidadania.
Para essa celebração, estamos promovendo no próximo dia 24 de março de 2013, no Aquário Bar, em São Sebastião, a partir das 14 horas, a realização de mais um SARAU RADICAL, um sarau em meio a mais de 300 realizados, durantes esses 10 anos. Envolvendo mais uma vez inúmeros artistas de diferentes segmentos para um dia especial. Com shows musicais e poéticos, como: Cineclube Radical, circo, mostra coletiva Radical Livre, intervenções de poesia multimídia, a inusitada Feira do Troca e muita festa.
 O evento é gratuito e  como sempre, mantendo o espírito de levar arte e diversidade a quem não conhece, fomentando o respeito a diferença, misturando profissionais e amadores no mesmo palco, valorizando a produção de arte periférica.
Traga sua arte para cá também, venha celebrar com a gente a revolução permitida aos que vivem entre a incoerência e a loucura e não abandonam as utopias pelo primeiro cargo comissionado que lhe aparece. Viva a alegria de construir uma nova história das favelas do Brasil, no coração do Brasil.
Esperamos você, por diversão, luta, engenho e arte.
Os Radicais Livres S/A!

Texto de:Vinícius Borba

domingo, 10 de março de 2013

Desabafo de domingo!



Domingo é o dia da depressão
Ocasionada pela ressaca
Pelas besteiras feitas no dia anterior
Do sexo sem amor
Do excesso sem pudor.
Domingo é o dia da infelicidade
É a preparação pra normalidade
Da semana rotineira e obrigatório.
Domingo é um dia sem hora
 De B.B King na vitrola
Dia de  conta-gotas
De um remédio pra dor de cabeça.
Da escassez de erva
Das besteiras que não consertam
Do sono que nunca cessa.
Domingo é dia de voltar a ler aquele livro
Encostado na cabeceira
De passar o dia de meia.
Enfim, domingo é um dia triste
Pra lembrar que a infelicidade existe
E que vem te visitar logo no primeiro dia
Só pra gente não se iludir tanto
Com esta vidinha medíocre.

Karla Ramalho