sábado, 24 de dezembro de 2011

2012 O MUNDO NÃO ACABA...É APENAS O RECOMEÇO!







1Lá se vai mais um ano, 2011 pra mim foi um ano de decisões, fim de ciclos, fim de namoro, ano de burocracias, ano de perdas e conquistas.Fecho no ano de 2011 uma das mais importantes fases da minha vida,pois terminei a faculdade e não sou mais uma universitária, agora eu tenho uma profissão e com isso veem as grandes responsabilidades.

Saio da cidade que morei durante quatro anos para estudar e volto para o meu lar, para minha amada cidade, São Sebastião e aqui quero continuar a minha militância que interrompi por conta da faculdade e da mudança de cidade.

Em Luziânia militei muito também, entrei para o movimento estudantil, fundei junto com outros companheiros, o Diretório Acadêmico Honesitno Guimarães, organizamos duas Calouradas inesquecíveis, manisfestamos e nos divertimos muito também.

O que Luziânia realmente me trouxe, foi grandes amigos, amigos que levarei para toda a vida, pessoas que pude contar nos momentos mais  difíceis da minha vida, pessoas que levarei para sempre no coração.

Minha maior vitória nesse ano foi a minha monografia, superei meus conhecimentos e minha capacidade de escrever algo realmente relevante para todos os Pedagogos que tentam se encontrar na profissão.Na minha banca examinadora só tive grandes nomes, que foi o Dr.Jorge Adão, o Dr Admário Luiz de Almeida e a minha orietandora Msc Nara Rúbia Miranda.Na média final fiquei com 9.7 e um diploma na mão garantido.Agora é correr atrás de um emprego com um bom salário, correr atrás do meu “ganha pão”.é importante lembrar que sem o apoio do meu pai, Francisco Ramalho, não chegaria nem a metade do caminho,por isso dedico essa vitória a ele.

Em 2011 eu e meus companheiros Radicais Livres conseguimos arrumar nossa ONG que quase foi destrída por corruptos e não temos vergonha nenhuma  do recomeço, pois nossas reais ideologias prevalecem e em 2012 estamos voltando com tudo.
Em 2011mudei de emprego, comecei a trabalhar em uma clínica de crianças especiais, que foi um experiência única na minha vida, um trabalho que contribuiu muito para minha profissão e para minha essência como ser humano.

 Amei muito em 2011,amei mais que o normal, pois muitos não acreditam, mas eu sou puro amor, puro amor, sempre.Um amor que dura a madrugada inteira, mas  é o meu  amor verdadeiro é tudo que eu posso ofertar.Confesso que na minha mente ainda prevalecem meus amores do passado, esses vão ser difíceis de sair e me acompanharão por longos anos.




23 anos de idade, Pedagoga,ainda morando com o meu pai, começando minha especialização, solteira, mais gorda, mais insana, mais experiente, acho que estou preparada para o que vem por aí, estou preparada

Não gosto dessa nostalgia de final de ano, não vou fazer planos para 2012, quero apenas que as coisas boas do ano de 2011 continuem, se multipliquem. 2011 foi realmente marcante, me sinto um ser humano bem melhor.

Dedico o ano de 2011 a todos os meus grandes amigos que conheci em Luziânia, vocês serão eternos, que venha 2012!!!


2012 O MUNDO NÃO VAI ACABAR...É APENAS O RECOMEÇO!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DEBATENDO O NOVO PNE!



No dia 10 de novembro ocorreu na UEG um debate sobre o novo PNE, organizado pela Executiva Distrital e Entorno de Estudantes de Pedagogia (EXDEEPE)  e pela Coordenação de Pedagogia da UEG.Todas as turmas de Pedagogia da Unidade foram convidadas, além de conselheiros municipais, vereadores, professores e diretores da rede de ensino municipal.
A principal intenção do evento foi fazer uma análise do novo PNE que será aprovado no fim desse ano e com isso trazer propostas para sua reformulação e encaminhar até o Conselho Nacional de Educação.
O debatedores foram a deputada federal Érika Kokay, o professor especialista Cláudio Hugo Conelheiro ,como mediador o Dr.Jorge Adão e como relatora a discente da Unidade Karla Ramalho que também é membro da EXDEEPE.
O Professor Cláudio Hugo iniciou o debate fazendo um contexto histórico sobre  elaboração do novo PNE, ressaltando que sua elaboração foi feita de uma maneira democrática,pois foi inspirado nos texto da Conferência Nacional de Educação que contou com a participação de representantes de todas as áreas da educação, juntamente com representantes do governo.
Afirmou também que o Plano Nacional de Educação deve ser articulado com os Estados e municípios, sendo que eles também devem elaborar seus Planos de Educação, inspirados no PNE.
Falou também sobre a importância de se universalizar a Educação Infantil , com recursos que cheguem a 100% não somente a metade como deixa claro o PNE. É preciso se pensar também sobre em se exigir que os monitores que trabalham na Educação Infantil também tenham o ensino superior. Segundo ele, além de universalizar o acesso a educação é necessário principalmente garantir a qualidade das escolas.
            A Deputada Federal Érika Kokay  falou  que todas as políticas públicas são inter-relacionadas e que deve se pensar principalmente no profissional de educação.Em uma de suas falas Erika deixou bem claro que:
“Nada da educação substitui a relação entre professor e aluno
“Na discussão do PNE, nós temos que experimentar o universo da escola para que ela seja um espaço de construção de pessoas que se sintam pessoas, valorizando o direito da pessoa humana”.
Ressaltou que as políticas públicas devem principalmente pensar no profissional e que a educação pouco cuida do educador,fazendo com que muitos se desmotivem no exercício da profissão e  que há a necessidade de se investir 10% do PIB na educação,pois é preciso cada vez mais investimentos, para dotar as escolas com qualidade e valorizar o professor.
Segundo ela é  preciso também universalizar o combate ao analfabetismo, pois o PNE passado, pouco atingiu as metas voltada para a EJA, assim como outras metas.Falou também da escola ser um importante espaço de convivência cultural e uma boa idéia para a realização disso seria trazer Pontos de Cultura para dentro das escolas.Para ela  a verba do  Programa ProUni deve ser voltada para a educação pública já que hoje o programa  traz subsídios para as faculdades particulares,  apesar de ter beneficiado muitos jovens de baixa renda.
No momento da fala da plenária, houve importantes colocações, o professor Otto indagou sobre até quando a educação do nosso país vai primar primeiramente pela quantidade do que pela qualidade e que hoje se gasta muito mais com um preso do que com um aluno.
A Vereadora Cassiana Tormim, afirmou que os vereadores devem se preocupar com as questões do PNE e que muitas vezes eles não sabem como fazer isso.Érika sugeriu que é importante que os vereadores também formem comissões para se discutir a educação.
A acadêmica Karla Ramalhou do curso de Pedagogia observou que o novo PNE pouco fala do Pedagogo, da valorização do magistério e de investimento em cursos de formação continuada para os Professores.
O acadêmico do curso de Pedagogia, Ailton, disse que tem medo da educação do futuro se não houver investimentos necessários e que a escola não deve mais excluir a cultura negra e que é importante se estudar a história da cultura negra nas escolas que por muito tempo foi esquecida.
 A acadêmica de Serviço Social da UnB, Silvia Fernandes, ressaltou que é importante aumentar o acesso a educação superior pública do país e que isso é uma das principais lutas do Movimento Estudantil.
A coordenadora do curso de Pedagogia, Edilma Tavares, falou que a educação não pode ficar apenas do discurso bonito, mas sim em ações que realmente transformem. É preciso que todos os profissionais se disponham a ter compromisso com a educação e que se discutir o PNE deve ser algo constante.
Cláudio Hugo em uma de suas últimas falas, disse da importância de momentos como este para a valorização da nossa unidade, principalmente nesse momento difícil na qual ela está passando.
Para finalizar o debate a Deputada Érika Kokay disse que o PNE não deve ser um instrumento para se construir metas, mas sim para alcançar as metas para a educação do país e que ele não deve andar apenas na linha em que o governo está propondo, mas é preciso que a sociedade se aproprie, dele para que a sociedade avance na igualdade de direitos, pois todo ser humano tem o direito de ser feliz.