terça-feira, 30 de junho de 2020

Dicas para facilitar à aprendizagem nas aulas remotas.


O ano de 2020 nunca mais será esquecido. Em um momento de pandemia mundial,  foi necessário reinventar a forma de viver, trabalhar e conviver, principalmente para os que respeitam a quarentena, pois esses sim,  valorizam suas vidas e têm empatia pelas vidas dos outros.
Serviços essenciais foram adaptados  e a  comunicação nos dias atuais é de maneira online. Complicado pensar nisso, porque em meio a essa problemática, percebeu-se que o Brasil está longe de ser um país com inclusão digital e acesso a internet a todos. Ou seja, uma grande parcela da população, não tem acesso a informação disponível pela internet. Pois inclusão digital não é só saber mexer em redes sociais, mas é também saber se comunicar, manusear e participar do meio digital com facilidade.
No mês de junho, a Secretaria de Educação do Distrito Federal, deu início a um novo método de ensino–aprendizagem, a educação remota, através do aplicativo Google Sala de Aula. Não é o ideal, mas é o possível para o momento. Em meio a tantas críticas que concordo, venho aqui dar algumas dicas para as famílias de como melhorar e contribuir para a aprendizagem dos seus filhos nesse momento tão complicado. E são elas:

1 – Toda aprendizagem requer organização e disciplina, por isso é  de extrema importância escolher um horário e um turno durante o dia  para dedicar-se  as atividades escolares, mesmo que as aulas fiquem gravadas no youtube, com isso, a criança ou adolescente já irá internalizar que aquele horário é pra estudar . Brincar, só depois de estudar!

2 - Se possível, escolha um ambiente arejado, organizado e iluminado para a realização das tarefas escolares, pois um ambiente agradável, facilita muito a aprendizagem. Pode ser o “ cantinho de estudo”.

3 – Se ficar com dúvidas nas atividades, assista aos vídeos mais de uma vez, pois ficarão gravados, além de usar a internet para pesquisar outras fontes sobre o conteúdo.

4 – Não tenha medo do novo, mesmo que essa nova forma de ensino seja uma maneira nova de aprender, não se acomode, busque entender melhor a plataforma e busque ajuda da escola sempre que possível.

5 – Esteja sempre em contato com o professor(a), não tenha receio de perguntar e nem de errar, pois o erro é o caminho para o acerto.

6 – Evite deixar as crianças ou adolescente muito tempo com o celular, em  atividades não relacionadas à aula, pois  o uso excessivo de aparelhos eletrônicos  pode causar danos a vista e até a memória. Estimule seu filho ou filha a jogar mais jogos de tabuleiro(xadrez, ludo, dama e etc), que estimulam o raciocínio lógico, se possível jogue com eles.

7 – Esporte também é um boa pedida para estimular um bom desenvolvimento motor das crianças e adolescentes, mas nesse momento é melhor  limitar -se ao espaço doméstico, por isso, se não tiver área ou quintal para tal prática, foque somente nos jogos de tabuleiro.

8– Revise os conteúdos sempre que possível com seu filho ou filha, a aprendizagem significativa é bem mais fácil de ser  assimilada.

9 – Fale sempre que possível sobre a  importância de estudar,  estimule seu filho ou filha  com frases de incentivo, exaltando sempre que ele é capaz.

10 – Incentive sempre a leitura para as crianças e adolescente, diminuindo o uso excessivo de celular, pois quem tem o hábito da leitura, escreve bem e se desenvolve intelectualmente. Se seu filho ou filha ainda não tem o hábito, comece dando a ele gibis,  depois ofereça outras opções de leituras.

      11 - Se possui mais de um filho ou filha, estimule os irmãos mais velhos a ajudarem os irmãos mais novos nas atividades, explique a importância de transmitir conhecimento e de ajudar os pais nesse novo desafio.


     12 – Uma boa noite de sono, produz boa memória , melhora o humor, a disposição, ajuda no combate a depressão e ansiedade,  o que  facilita na aprendizagem, onde a mente fica mais aberta para assimilar conteúdos, por isso, evite usar aparelhos eletrônicos perto do horário de ir dormir, o recomendado é uma hora antes de dormir, não ter mais contato. Estabelecer o horário de dormir, também é de extrema importância. Lembre-se que, criança precisa ter rotina.


    Espero que essas dicas facilitem no estudo das crianças, adolescentes e na condução das  famílias nesse “ novo normal” das escolas e do ensino.


Karla Ramalho

Pedagoga – (Universidade Estadual de Goiás)
Especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça – (UnB)
Estudante de Psicopedagogia – (Instituto IFI Educação)
Professora do 5º ano da Escola Classe Cachoeirinha – área rural de São Sebastião – DF.


terça-feira, 23 de junho de 2020

O MUNDO DE SÃO SEBASTIÃO!

No dia 25 de junho, São Sebastião faz aniversário com muita história e muita complexidade, tendo  uma história um tanto peculiar, de Olaria a Região Administrativa que mais cresce no DF.
Infelizmente o aniversário da cidade não é só  comemoração. Em menos de cinco anos, a população de São Sebastião triplicou, mas esse aumento populacional não veio seguido de ações públicas básicas, como a construção de novas escolas, unidades básicas de saúde e espaços de lazer.    O bairro Jardim Mangueiral que se nega a ser da cidade, por uma questão de preconceito de classe, trouxe para a região um grande número de habitantes que ocupam vagas nas escolas,  postos de trabalho e lotam ainda mais as  unidades de saúde, igualmente o bairro Crixás e o Morro da Cruz, esses dois últimos, dentro da cidade
No ano de 2020,algumas crianças não conseguiram vagas nas escolas da cidade, além da UPA está sempre lotada, onde cidadãos passam praticamente  o dia inteiro para serem atendidos. O bairro Crixás, surgiu com a ideia de um residencial popular,  com uma boa estrutura, mas ao lado de um dos bairros mais carentes da cidade, e atualmente o maior, o bairro Morro da Cruz.
O bairro Morro da Cruz, cresceu a custo de invasões e grilagem de terras, inclusive em  lugares impedidos de ter construções, o que fez muitas famílias perderem suas casas, confiando em grileiros criminosos que venderam terras irregulares. Hoje em dia é um bairro que necessita de muita infraestrutura. Em sua maioria, não possui asfalto, saneamento básico, ruas escuras e perigosas.
Na cidade há um grande crescimento de bares, em grande parte,   com muito sertanejo e forró, mas há uma infinidade de jovens na cidade que curtem vários outros estilos, mas não possuem muitas opções, pois há poucos espaços de lazer públicos. São Sebastião não possui um Centro Cultural público, não possui salas de cinema, nem anfiteatro,  possui somente uma pista de skate que precisa de mudanças e reformas e uma pista de atletismo inacabada. Há algumas quadras e um campo central sintético, onde acontecem vários campeonatos locais, mesmo assim não é suficiente. A cidade é um celeiro de artistas e atletas. Artistas e atletas que já ganharam diversos prêmios, que orgulham a cidade.A pista de skate de São Sebastião é inadequada, além de ficar do lado da delegacia, o que impede de ter eventos e campeonatos, por ordem da polícia.
Uma cena típica nas sextas feiras em São Sebastião é a descida de muitas viaturas da polícia na cidade. Muito tem a ver com a segurança da população, mas também, temos inúmeros casos de violência policial. Sem opções de lazer, ficar sentado na calçada conversando com os amigos, pode ser arriscado para alguns jovens que temem a famosa “batida” da polícia. Não sou contra a polícia, mas a melhor maneira de se combater a criminalidade não é só com polícia, mas é também com lazer, cidadania, oportunidades.
O mundo de São Sebastião pede socorro, assim como o mundo pede socorro. Em meio a mortes pela pandemia, em meio a um racismo cruel e intrínseco, que mata muitos jovens negros pelo mundo, principalmente nas periferias.
São Sebastião, eu te amo, vivo você a 20 anos, mas choro ao ver seus passos lentos para ser tornar uma cidade melhor. Espero que você ganhe muitos presentes, como novas escolas, novas quadras de esporte, novas praças ,um centro cultural, uma pista de skate nova, uma nova unidade de saúde, iluminação nos bairros mais pobres e muito mais. É necessário cuidar da sua juventude e também dos seus pioneiros. O “Eu amo São Sebastião”, não tem que ser só um monumento, mas também atitudes. Vida longa a São Sebas, viva bem e melhore.

Karlinha Ramalho

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Reflexões sobre minha experiência na Casa de Paulo Freire e votos da periferia em Bolsonaro.(E eu não fui a manifestação, por questão de preservação da minha saúde)



Durante alguns anos da minha vida, eu fui alfabetizadora popular na Casa de Paulo Freire, um lugar que já alfabetizou mais de 4000 adultos e idosos em São Sebastião –DF  com o método Paulo Freire, idealizada por Elias Silva e Herlis Silva, ambos líderes comunitários da cidade.
Em sua maioria era um público da classe trabalhadora, mais velhos,  alguns idosos aposentados , boa parte evangélicos e pelo fato de não terem tido acesso a leitura e escrita em suas vidas, supõe-se que tiveram uma vida bem difícil.
Grande parte, eram  trabalhadores autodidatas, como: marceneiro, pedreiro, serralheiro, diarista e dona de casa. Frequentavam a Casa com a vontade de aprender  a ler e escrever.
Nós, educadores populares freireanos, tínhamos um papel de dialogar e principalmente colocar questões que os fizessem refletir seus lugares como classe trabalhadora, já que esse é um dos princípios da educação freirena, “ a leitura do mundo” em um processo de aprendizagem mútua.
Muitos desses senhores e senhoras, votaram no Bolsonaro, alguns pelo restrito acesso que eles têm a certas informações, alguns convencidos pelas igrejas, que chega muito mais a esse público do que a própria esquerda. Com isso, era um processo de formação, de diálogo e afeto, fazendo muitos refletirem se o presidente que eles votaram, realmente defende seus interesses.
A periferia jovem foi as ruas,  a periferia de esquerda foi as ruas, os partidos e movimentos de esquerda foram as ruas. No mundo, há um levante de movimentos negros  lutando contra o racismo que há séculos vem matando a população negra de todo o planeta, sem reparação e sem uma mudança de fato, pois vivemos a séculos e séculos em uma sociedade racista e governos e  justiça pouco se movimentam para mudar essa situação, muito pelo contrário, o que se ver no mundo é um aumento de governos autoritários e racistas e a violência policial cada vez mais latente nas favelas do país, matando em sua maioria a juventude negra a mando do Estado.
O mundo atual, vive uma pandemia que chegou ao Brasil e  que foi se alastrando e piorando, graças a um presidente irresponsável que não tomou as devidas providências e que tem se colocado contra qualquer movimento social, antirracista e antifascista. Não sugeriu nenhum plano de incentivo aos pequenos empreendedores e só liberou o auxílio emergencial, depois de muita pressão do Congresso, agindo de maneira lenta, desorganizada e negligente. O mesmo é um fascista e racista declarado e que a todo momento insulta  todo tipo de movimento pró democracia, ameaçando cada vez mais a democracia do país     . Se você for  nas periferias(do DF, por exemplo), ela está repleta de pessoas que compraram esse discurso do Bolsonaro e em alguns casos, porque certos debates que  conscientizam a população mais pobre, não chegaram até eles, somente a informação da mídia tendenciosa, das igrejas não progressistas e as Fake News. Quando nós, educadores populares,  puxávamos o debate  sobre essas questões, elas refletiam  se realmente estavam votando em alguém que ligado aos seus princípios cristãos de fato.
Por isso, nós, militantes, educadores e movimentos sociais, não podemos  esquecer a classe trabalhadora que em alguns casos, não tem acesso a certos debates que a juventude e que alguns movimentos sociais fazem. Porque as igrejas não progressistas e o discurso da direita(aliados as igrejas), muita vezes chegam muito mais nessa população do que as informações dos movimentos da classe trabalhadora, simplesmente porque os movimentos sociais, deixaram de fazem “movimentos de base”.
 Chego a conclusão  que não é só a elite preconceituosa que vota no Bolsonaro, nem só fascista vota no Bolsonaro,  mas também uma parcela sem acesso a outras informações que as conscientizem que Bolsonaro e muita gente da direita e afins só defendem os interesses da elite, dos grandes empresários e da branquitude, não é a toa que o presidente ofende tanto os professores, artistas independentes, movimentos e toda organização que de alguma forma tenta derrubar esse projeto de expandir a ignorância para a população, para que continuem alienados e comprem do discurso do opressor.

Karlinha Ramalho


quinta-feira, 11 de julho de 2019

São Sebastião: Muito a se comemorar e muito a se fazer.


No mês passado, a Região Administrativa de São Sebastião, comemorou 26 anos de existência.
Vinte seis anos de uma  história que precisa ser recontada e lembrada. Das três fazendas iniciais dessa região, surgiu uma das regiões administrativas que mais cresce no DF. São Sebastião é uma cidade tão afetiva, que seu nome foi em homenagem a um dos seus grandes defensores, percursores e pioneiros, seu Sebastião Areia, ou só Tião Areia, para os íntimos. Pioneiro que tem sua história fincada nessa terra. Terra, lama, tijolo de tudo, do fundo do rio São Bartolomeu até a ponta da cruz do Morro da Cruz.
São Sebastião deixou de ser cidade dormitório, para ser uma cidade que produz. Produz muito, de tijolo, a cultura. Berço do sarau de periferia, aqui há um eterno palco, desde o forró pisadinha, até o punk. Perpassando pelo reggae maranhense, samba, sertanejo e  lindas quadrilhas juninas que representam a cidade nesse país a fora.
Uma das maiores problemáticas da cidade é a questão da violência e a questão fundiária e uma está bem ligada à outra. Hoje temos um bairro que já está quase maior que a cidade. Fruto de muita especulação e grilagem de terra, onde muitos enriqueceram em cima de sonhos daqueles que juntaram tudo para ter o seu pedaço de chão e em pouco tempo viram seus sonhos destruídos por um trator da Agefis. Deve ser por isso, que a regularização da cidade demora tanto a sair, pois muitos  aproveitadores, ainda têm interesse em grilar terras por aqui. E quando bairros são formados dessa maneira, gera falta de planejamento urbano, ausência de segurança  pública e escola, não conseguindo  atender a demanda da população, piorando assim, a qualidade de vida das pessoas.
Uma cidade que vem ganhando proporções gigantescas e que tem ao seu lado um bairro planejado ,onde o povo quer ser Jardim Botânico, mas consome em São Sebastião, porque é mais barato, sendo que os serviços públicos para atender a população não foram ampliados, como:  escola, posto de saúde, posto policial e etc.
É uma cidade jovem, onde há poucos espaços de lazer e esporte, fazendo com que muitos talentos sejam perdidos por aqui.  Quantos skatistas deixaram de praticar por não ter uma pista de skate decente na cidade? Ou a necessidade de se ter mais de uma... Além da urgência de  revitalizar as praças e quadras, fazendo do espaço publico um espaço de interação, brincadeira, aprendizado, esporte e  de vida saudável.
Apesar de tudo isso, São Sebastião merecia uma festa, sua existência merece ser celebrada. Cidade do Barro, cidade negra , cidade nordestina, mineira, goiana, mistura de povos e crenças.  Tão poética , pois nasceu do barro, assim como ADÃO, mas ela é mulher apesar do nome, A CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO. Obrigada pelo seu abrigo de mãe. Mãe da capital. Ganhamos com sua existência, perdemos por você não ter sido lembrada com uma festa. E nem precisava ser festa surpresa!

Obrigada, SÃO SEBAS!!

Karlinha Ramalho

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ABUSOS E FRAGILIDADES


A maior quebra de silêncio da história brasileira, veio de quase 300 mulheres que denunciaram o abuso sexual cometido pelo mundialmente conhecido  líder religioso, João de Deus. As denúncias trouxeram à tona o debate de como a prática do machismo se fortalece em cima de mulheres que se encontram em situações de fragilidades e de como homens se aproveitam de seu prestígio e “poder” para cometer tais abusos.
Mesmo com tantas denúncias, ainda houve quem desconfiasse de todas essas mulheres e defender o médium. O que deixa claro, que o machismo da sociedade prefere não “manchar” a imagem de um homem socialmente conhecido e idolatrado por muitos, minimizando as denúncias de todas essas mulheres.
João de Deus, claramente usou de seu poder de “influência espiritual” para abusar dessas mulheres em seus piores momentos. É importante lembrar que toda a influência do médium, contribuiu para que muitas mulheres tivessem medo de denunciar, com receio de sofrer represálias, além do trauma psicológico que é tão difícil de ser abordado.
Contudo, fica evidente que muitos abusos machistas acontecem principalmente em cima das fragilidades das vítimas. O abuso é uma das faces mais cruéis do machismo, pois adoece, ofende, fere a dignidade e mata muitas mulheres.

 Karla Ramalho


quarta-feira, 25 de julho de 2018

MASCULINIDADE SAUDÁVEL X DORES FEMININAS



Há um tempo venho reparado em alguns homens que veem com o discurso de buscar uma masculinidade saudável, como reconhecer seus privilégios e se livrar do machismo que também os aprisionam. Está mais que provado que a masculinidade tóxica mata e oprime as mulheres, fruto de toda essa construção social que privilegia os homens em detrimento das mulheres.
Cheguei aos meus 30 anos recentemente e essa idade é realmente crucial na vida de nós mulheres(acredito eu), muitas coisas mudam. Nossa forma de ver o mundo, nossa forma de agir e principalmente, aprendemos com o nossos erros e tentamos não repeti-los. Falo por mim.
Um dos erros que venho tentando não repetir é sobre relacionamentos. Aprendendo a deixar a carência de lado e não me submetendo a certas relações. Buscar um caminho de autocura e descobrir que eu sou suficiente pra mim e que o amor próprio é a minha maior força e dentro dessa pesperctiva, quem sabe me envolver de uma maneira saudável, tendo consciência que não preciso ser permissiva demais para que as coisas possam dar certo. E isso não me cabe só pelo fato de ser mulher. Com certeza, foi sozinha que consegui  buscar essa força, porque não é saudável envolver ninguém em meus conflitos internos.
E os homens¿ Não que eu queira me intrometer na jornada deles de autodescoberta e cura dessa masculinidade tóxica. Mas tenho reparado que a maioria deles criam essa consciência, sempre depois de já terem “bagunçado”  à vida de muitas mulheres. É muito difícil um homem ficar sozinho, mesmo que seja um homem complicado, vai ter sempre alguma mulher pra “comprar” sua história e quando é ao contrário isso não acontece. Isso porque há aquele velho costume do homem de usar as mulheres como “muletas”, pra serem compreensivas com seu momento e ajudá-lo a superar seus conflitos. E muitas de nós, por carência, aceitamos certas situações e esses “homens complicados”. E o que acontece na maioria dos casos¿ Os homens sem a certeza do que querem, machucam muitas mulheres. Esses que estão na busca pela masculinidade saudável, “sacrificam” muitas  nesse processo. Me revolto! Para nós mulheres essa autodescoberta é sempre um caminho complicado e solitário, até pela falta de apoio dos homens em relação ao nosso conflito, ou até mesmo porque é importante que seja um processo nosso. Mas muitos homens não pensam assim, fazem sua trajetória na busca de sua masculinidade saudável em cima de dores femininas. E até quando isso será aceito? Quantas vezes já ouvimos: “Nossa! Fulano mudou mesmo!”. Mudou a que custo? Quantas dores femininas foram aceitas para que o homem pudesse tornar-se melhor?
Uma coisa eu digo e vai para muitos homens: Curem-se sozinhos! Não  “sacrifiquem” mulheres nessa jornada para se tornarem homens melhores. Eu acredito muito na “Lei do Karma” e torço para que faça valer para muitos homens que ainda usam o discurso de ir contra a masculinidade tóxica,  mas não se atentam que enquanto não estiverem bem resolvidos consigo mesmo, não terão relações saudáveis e machucarão muitas mulheres. Se envolvam com a certeza que de que serão de fato homens melhores, não nos enfiem nos seus conflitos internos. Pronto, falei! (SOU DESSAS)


Karlinha Ramalho

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cuidemos de nós!



É tempo de luta
Levar o filho no colo
E ir pra batalha
Depois do trabalho
Manifestação.


Feministas dos novos tempos
Que traçam seus caminhos e dizem : NÃO!!!
A nós é colocado injustamente o peso do mundo
Mas ainda não nos pediram permissão.
Temos a força,
Mas também
Temos escolhas.


Deixem-nos exercer o direito
De sermos fracas quando quereremos
De buscarmos nossa cura
Pois nossa existência já é uma luta.


De soltar o choro
Ao invés do grito
De ficarmos quieta
De não irmos para o conflito
Pois aqui dentro
Também há um milhão de coisas
Pra cuidarmos
Principalmente um coração aflito.


A força obrigada, só nos adoece
A força que vem de dentro é a que nos fortalece
Nós querem na luta
No cuidado com o mundo
Mas quem se preocupa com nós
Em saber o que se passa lá no fundo?

No fundo de nossas almas querendo abrigo
No fundo dos nossos tormentos
Que muitas vezes
Só querem um acalento.


Não nos perguntam como vai nosso espírito
Caminhamos em tantas marchas
Mas quando chegamos em casa
A liberdade vem com a solidão de vazios
E um coração que se cala.


Mudemos o mundo lá fora
Mas antes
Cuidemos do mundo aqui dentro
Façamos nossas pausas
Caminhemos pela estrada
Façamos uma prece.
Pensemos em nada.


Mudança também se faz de dentro pra fora
O coração também sempre o pede socorro, após
Por isso, cuidemos de nós!



Karlinha Ramalho

Dicas para facilitar à aprendizagem nas aulas remotas.

O ano de 2020 nunca mais será esquecido. Em um momento de pandemia mundial,   foi necessário reinventar a forma de viver, trabalhar e c...