terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma reflexão que tive nas aulas sobre a lei 10.639/03!


Muito se fala em liberdade nos dias atuais, liberdade de expressão, liberdade sexual e direitos iguais para todos, no entanto, esse discurso de liberdade não vem  junto com oportunidades, ou seja, esse discurso de torna vazio e é essa a situação que o negro vive na sociedade brasileira desde a abolição da escravatura.Acabou a escravidão, mas não acabou o preconceito nem deu oportunidade para os negros serem inseridos na sociedade de forma digna e hoje se vive as conseqüências de anos de exclusão.
Agora o negro luta por uma “nova abolição”, que é o seu espaço na sociedade e a luta por direitos e oportunidades iguais, além disso, a história da cultura Afrobrasileira ficou esquecida nos livros de historia e quando  abordada é sempre de uma maneira  estereotipada  ou exótica, ou então relacionando o negro apenas a escravidão.

Por conta disso, criou-se a lei 10.639 que foi fruto de anos de luta e reivindicações de movimentos negros. A lei institui o ensino de História da cultura Afrobrasileira nas escolas, porém, desde que essa lei foi aprovada as ações têm sido paulatinas. Os livros didáticos não foram adaptados e ainda há uma visão “eurocêntrica” da história do país, além disso, os professores encontram-se despreparados para abordar tais temas e muitas universidades não têm essa matéria em sua grade curricular, mesmo assim, pode-se considerar que essa lei foi um avanço para o reconhecimento da contribuição do negro na história do país.
No Brasil ainda há um grande caminho para superar o racismo, por exemplo, a lei de cotas ainda é bastante criticada na sociedade, muitos alegam que essa lei provoca ainda mais segregação e que o certo seria as cotas sociais. As cotas sociais vêem com a justificativa de oferecer ao pobre a entrada na universidade, colocando ele em uma universidade elitista, se o intuito é oportunidades iguais para pobres e ricos o certo seria ter uma reforma na educação como um todo onde essas duas classes  tivessem o mesmo nível de educação não tornando a escola mais um fator de desigualdade,  no caso das cotas raciais elas foram criadas para inserir o negro em um espaço que ele foi excluído por muitos anos e que a partir das cotas ele por direito conviveria em um espaço que nunca foi lhe foi oportunizado, a partir disso, negros e brancos teriam direito ao mesmo espaço e as mesmas condições, as cotas em si não acabam com o preconceito que muitas pessoas ainda possuem, mas dá respaldo para o negro lutar por melhores condições sociais, pois com o ensino superior ele terá mais portas abertas.

A educação ainda é o principal caminho para se acabar com o preconceito e com as desigualdades, por isso é nela que deve-se começar as transformações e conseqüentemente construir uma sociedade mais igualitária, respeitando as diferenças e valorizando a história do negro que foi tão importante como as demais, mas muito mais injustiçada.É preciso conhecer os heróis negros que lutaram por liberdade, não apenas Zumbi que foi o principal líder negro, mas vários outros que tiveram seus nomes esquecidos pela história, a escola ainda encontra-se despreparada para superar o racismo e acaba se tornando mais um agente dessa situação, não depende apenas das lutas de movimentos sociais,mas também de vontade política e um pouco de consciência daqueles que insistem em manter o preconceito, só assim  pode – se  construir uma sociedade justa.

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